Vitrais: arte milenar, ciência e engenharia

Os vitrais são uma arte milenar, uma ciência e uma obra de engenharia. Poucas formas de trabalhar o vidro exigem tanto de tantas disciplinas ao mesmo tempo, e poucas conseguem atravessar séculos praticamente intactas, como cada peça que ainda hoje admiramos em catedrais e palácios de outras eras.


A história do vitral na Europa começa na Idade Média, com a construção das grandes catedrais, igrejas e palácios. Foi sobretudo a partir do século XII, com o nascimento da arquitetura gótica em França, que os vitrais ganharam o protagonismo que ainda hoje reconhecemos: janelas cada vez mais altas e esguias, preenchidas de cor e luz, que contavam histórias bíblicas a uma população que, na sua maioria, não sabia ler. Cada janela era, ao mesmo tempo, arte, catequese e espetáculo de luz.


Vitral de catedral com luz a atravessar o vidro colorido
Detalhe de vitral com desenho geométrico
Vitral de grandes dimensões numa fachada

Um vitral é sempre o resultado de três áreas multidisciplinares importantes, que precisam de se encontrar numa única peça:


A arte de imaginar desenhos, de saber desenhar, de conjugar cores em composições de cor e luz. É aqui que nasce a identidade de cada vitral: a escolha de um desenho geométrico, orgânico ou de grandes dimensões, e a forma como a luz vai atravessar cada tonalidade ao longo do dia.


A ciência de produzir o vidro, de fundir vidros de cores diferentes, de fundir desenhos no próprio vidro. É o conhecimento das composições químicas que dão origem às cores, à iridescência, às transparências e às opacidades — a química e a temperatura dos fornos que criam desenhos eternos. As imagens nos vitrais de igrejas e palácios não mudam, não desvanecem: são eternas.


A engenharia de construir estruturas que suportam vidros cortados e soldados em composições que distribuem pesos, e que se mantêm robustas para sempre nos locais onde foram colocadas. Um vitral não é só uma imagem: é uma estrutura pensada para durar gerações.


É esta combinação de arte, ciência e engenharia que faz de cada vitral uma peça irrepetível, e é essa mesma combinação que aplicamos, hoje, a cada projeto que criamos na Eira Vitrais.

Continuamos a trabalhar como esta arte sempre exigiu: com desenho, com rigor técnico e com paciência, para que o seu vitral, tal como os das grandes catedrais, seja feito para durar.